Apresentação

O CENTRO GAÚCHO DA BAHIA – RINCÃO DA SAUDADE, fundado em 08 de dezembro de 1965, tendo como sede e foro a Cidade do Salvador, Estado da Bahia.

Com as idéias e o terreno, a gauchada pôde, finalmente, iniciar a materialização do sonho de um grupo: as obras de construção da tão aguardada e ambicionada sede. Todos os fundadores reuniram-se então, para "a capina, o roçar o mato e retirar a capoeira" que existia no lugar.

As mãos, um pouco sem prática é verdade, mas conhecedoras do "mexer com a terra", sofreram. Habituadas com serviços burocráticos e de escritório, estas mãos logo encheram-se de bolhas e calos. Aí talvez os primeiros abalos. As feridas e o enorme cansaço só eram aliviados pelo companheirismo, pelos churrascos e pelas cervejas, servidos aos improvisados peões. O trabalho era muito duro, no machado e na enxada. Muitos tiveram vontade de abandonar a "lida". Mas não o fizeram, talvez, fazendo imperar pela primeira vez o orgulho de gaúcho. 

Com esta vontade mais forte, surgia sobre a área inicial de 4.170 metros quadrados, a sede social do Centro Gaúcho da Bahia - o Rincão da Saudade. Haviam passado 5 anos desde a fundação oficial e o ano de 1970 servia para mostrar os primeiros resultados perante a sociedade baiana. O ideal estava sendo cumprido e mantido. Os gaúchos podiam atender e manter com a comunidade local um forte intercâmbio de grande dimensão social e cultural.

Localizada privilegiadamente, no Alto de Pituaçú, a sede do C.G.B. é hoje ponto de referência da colônia gaúcha e dos estados do sul do país e até do Uruguai, Argentina e outras comunidades.

Apesar das dificuldades, principalmente de ordem econômica e financeira, o Centro Gaúcho da Bahia ampliou-se, sofreu algumas alterações e cresceu. Foi organizada a área interna para estacionamento, construída uma quadra poliesportiva, construídos pórticos de entrada e feito o ajardinamento. Na década de 90 outros equipamentos foram instalados; construídas piscinas - adulto e infantil - com toda a área urbanizada. Um grande "galpão crioulo", já ampliado, com churrasqueiras e forno de barro, bar e toaletes, cancha de bocha coberta, um pequeno galpão para abrigar o "fogo-de-chão e rodas de mate". Toda esta infra-estrutura está hoje à disposição, oferecendo lazer e tranqüilidade em local de paisagem de rara beleza com acesso facílimo a apenas 700 metros da orla marítima de Salvador.

A jornada não tem sido fácil. Manter funcionando um calendário de eventos sociais e culturais ativo, com bailes, comemorações, churrascos e cozinha todas as quartas-feiras e domingos, somente é possível pela abnegação voluntária de peões e prendas que conservam os objetivos e aspirações dos idealizadores das já longínquas reuniões de 1942.

Mas além de obras, o Centro Gaúcho da Bahia criou e cresceu a sua comunidade. O grupo de danças folclóricas gaúchas "Os Desgarrados", parte de um ativo Departamento de Tradição e Folclore, é hoje orgulho de associados e gaúchos em geral que o conhecem. É um grupo adulto e infanto-juvenil da melhor qualidade, apto a representar sem qualquer reparo, as tradições, a cultura e o folclore do Rio Grande do Sul em eventos culturais como, aliás, vem fazendo com o maior brilho, tanto em Salvador como no interior do estado da Bahia e demais estados do nordeste.

Precisamos exatamente disto. Sustentar os ideais, caminhar para frente, prover o necessário à subsistência, defender o patrimônio com obras em nossa tão querida sede social e manutenção geral.

A certeza dos que pensaram e criaram o Centro Gaúcho da Bahia, ao materializar o Rincão da Saudade, se mistura com a preocupação. Este misto de orgulho e incerteza de dias vindouros só será transformado em objetivo, para que, contando com o apoio dos que freqüentam ou que devem voltar a freqüentar, mantenhamos a semente plantada por Mário Bestetti.

O Centro Gaúcho da Bahia existe. Agora é só solidificar o futuro!