DIRETORIA  2020

PATRÃO:  VALTER ANTÔNIO DONADEL

CAPATAZ :  MATHEUS CÉSAR PROVIN

AGREGADO DAS GUAIACAS:  LUIZ CARLOS DIHL DA SILVEIRA

QUEM SOMOS

UM BREVE HISTÓRICO 

DESDE 1965 MANTEMOS NOSSA

CULTURA VIVA EM SALVADOR

O CENTRO GAÚCHO DA BAHIA – RINCÃO DA SAUDADE, fundado em 08 de dezembro de 1965, tendo como sede e foro a Cidade do Salvador, Estado da Bahia.

Com as idéias e o terreno, a gauchada pôde, finalmente, iniciar a materialização do sonho de um grupo: as obras de construção da tão aguardada e ambicionada sede. Todos os fundadores reuniram-se então, para "a capinar, o roçar o mato e retirar a "poeira" que existia no lugar.

As mãos, um pouco sem prática é verdade, mas conhecedoras do "mexer com a terra", sofreram. Habituadas com serviços burocráticos e de escritório, estas mãos logo encheram-se de bolhas e calos. Aí talvez os primeiros abalos. As feridas e o enorme cansaço só eram aliviados pelo companheirismo, pelos churrascos e pelas cervejas, servidos aos improvisados peões. O trabalho era muito duro, no machado e na enxada. Muitos tiveram vontade de abandonar a "lida". Mas não o fizeram, talvez, fazendo imperar pela primeira vez o orgulho de gaúcho. 

Com esta vontade mais forte, surgia sobre a área inicial de 4.170 metros quadrados, a sede social do Centro Gaúcho da Bahia - o Rincão da Saudade. Haviam passado 5 anos desde a fundação oficial e o ano de 1970 servia para mostrar os primeiros resultados perante a sociedade baiana. O ideal estava sendo cumprido e mantido. Os gaúchos podiam atender e manter com a comunidade local um forte intercâmbio de grande dimensão social e cultural.

Localizada privilegiadamente, no Alto de Pituaçú, a sede do C.G.B. é hoje ponto de referência da colônia gaúcha e dos estados do sul do país e até do Uruguai, Argentina e outras comunidades.

Apesar das dificuldades, principalmente de ordem econômica e financeira, o Centro Gaúcho da Bahia ampliou-se, sofreu algumas alterações e cresceu. Foi organizada a área interna para estacionamento, construída uma quadra poliesportiva, construídos pórticos de entrada e feito o ajardinamento. Na década de 90 outros equipamentos foram instalados; construídas piscinas - adulto e infantil - com toda a área urbanizada. Um grande "galpão crioulo", já ampliado, com churrasqueiras e forno de barro, bar e toaletes, cancha de bocha coberta, um pequeno galpão para abrigar o "fogo-de-chão e rodas de mate". Toda esta infra-estrutura está hoje à disposição, oferecendo lazer e tranqüilidade em local de paisagem de rara beleza com acesso facílimo a apenas 700 metros da orla marítima de Salvador.

A jornada não tem sido fácil. Manter funcionando um calendário de eventos sociais e culturais ativo, com bailes, comemorações, churrascos e cozinha todas as quartas-feiras e domingos, somente é possível pela abnegação voluntária de peões e prendas que conservam os objetivos e aspirações dos idealizadores das já longínquas reuniões de 1942.

Mas além de obras, o Centro Gaúcho da Bahia criou e cresceu a sua comunidade. O grupo de danças folclóricas gaúchas "Os Desgarrados", parte de um ativo Departamento de Tradição e Folclore, é hoje orgulho de associados e gaúchos em geral que o conhecem. É um grupo adulto e infanto-juvenil da melhor qualidade, apto a representar sem qualquer reparo, as tradições, a cultura e o folclore do Rio Grande do Sul em eventos culturais como, aliás, vem fazendo com o maior brilho, tanto em Salvador como no interior do estado da Bahia e demais estados do nordeste.

Precisamos exatamente disto. Sustentar os ideais, caminhar para frente, prover o necessário à subsistência, defender o patrimônio com obras em nossa tão querida sede social e manutenção geral.

A certeza dos que pensaram e criaram o Centro Gaúcho da Bahia, ao materializar o Rincão da Saudade, se mistura com a preocupação. Este misto de orgulho e incerteza de dias vindouros só será transformado em objetivo, para que, contando com o apoio dos que freqüentam ou que devem voltar a freqüentar, mantenhamos a semente plantada por Mário Bestetti.

O Centro Gaúcho da Bahia em   08.03.2020 alterou  o estatuto e a Razão Social para CENTRO DE TRADIÇÕES GAÚCHAS DA  BAHIA - CTG  DA  BAHIA .  atendendo a  nova lei do código civil  e  adequando as  normas do estudo do MTG .Agora é só solidificar o futuro!

Histórico

1. A ideia 

Foi num domingo de setembro, mês em que os gaúchos comemoram o aniversário da Rev. Farroupilha, num churrasco de confraternização  realizado pelos gaúchos aqui radicados, no Clube Filho de Antas, na Bahia, que surgiu a ideia de organização do centro, aprovada com entusiasmo. 
A comissão responsável pelas primeiras providências, inclusive a  elaboração de estatutos que seriam aprovados posteriormente era integrada pelos Srs. Accioly Fernandes, Mário Bestetti, Nelson Pereira, Clóvis Ávila, Jorge Araujo, Osmar Hass e Mauricio Naiberg.
 

2. A primeira Diretoria

A comissão pôs-se imediatamente a trabalhar e no dia 08 de dezembro de 1965, no mesmo local, era oficialmente constituído o Centro Gaúcho da Bahia, com aprovação de seus estatutos e escolha, por aclamação, de sua primeira diretoria composta por: 
Presidente: Accioly Fernandes
Vice-presidente: Nelson F. Pereira
Tesoureiro Geral: Clóvis Pinho Ávila
1º Tesoureiro: Romualdo Jorge Madalosso 
2º Tesoureiro: Mohamed Baccar 
Secretário Geral: Jorge Valle de Araujo
1º Secretário: Ian Kerr
2º Secretário: Elmo Diniz 
Bibliotecário: Arnaldo Scatrut
Diretor de Divulgação: Mauricio Naiberg 
Diretor Social: Olintho Brandão
Diretor de Tradição e Folclore: Hélio Vieira
Conselho Deliberativo: Ari Siebel, Onias Almeida, Luiz Coutelli, Gen.
Oriovaldo P. de Lima, Osmar Hass, Cirio Simões, Airton Prietto e Otávio Lund,.
Suplentes: Luiz Celenio Lisboa, Hugo Vieira, Humberto Casselli e Luiz Carlos Zart. 
Conselho fiscal: Arlindo Kuentzer, Roberto Griecco e Osni Ballester.
Suplentes: Otto Weber Del Mauro, Augusto Menezes e Caetano Mancuso.

No dia 27 de maio de 1966 foi inaugurado o escritório central do Centro Gaúcho da Bahia, funcionando na zona comercial da cidade baixa. Funcionava diariamente em condições de atender não só gaúchos aqui radicados, como também aos que vinham do Sul, assessorando-os em tudo o que necessitassem quanto aos interesses bancários, comerciais e turísticos.

3. A sede 

Em 1966, mais de duzentos gaúchos aqui radicados, além de autoridades civis e militares, estiveram presentes no Gabinete da prefeitura de Salvador, quando foi assinado o arrendamento de uma área de 28 mil metros quadrados para a construção da sede do Centro Gaúcho da Bahia, localizado na Boca do Rio. Entre os presentes, alem do prefeito Nelson de Oliveira e do Sr. Accioly Fernandes (presidente do centro Gaúcho da Bahia), destacavamse o Vice-Governador Orlando Mascozo, Almirante Ernesto de Melo Junior, comandante Pavan, Chefe do EM, do I.D.N Sr. Adolfo Suarez Ortiz, cônsul da Argentina,  Srtª Marilda Mascarenhas, Miss Bahia 1965, Sr. Ari Siebel e esposa, bem como toda a equipe da VARIG na Bahia, gerente de bancos e empresas comerciais gaúchas que operam/operavam da Câmara Municipal, vários vereadores do município e muitas outras personalidades.